Começamos a década com “3”, tivemos a vinda da fada ao Rio e SP com a Femme Fatale Tour em 2011, choramos muito em frente a hotéis e aeroportos nessas duas cidades e, para muitos, foi a primeira vez em que vimos Britney Spears de perto.

Em 2012 Chegou a vez do X Factor com um dos maiores salários do programa na estreia de Britney como jurada, o que rendeu vários memes, mas, principalmente, mais confiança para a Britney, que deixou a era “Femme Fatale” para assumir a Piece Of Me/Britney Jean. De acordo com a Forbes, Spears foi a mulher mais bem paga do entretenimento naquele ano.

Quase morremos de sede no deserto em 2013, mas tivemos shows incríveis em Las Vegas até 2017. A princesa do pop virou rainha da Cidade do Pecado, recebeu salário superior ao de Elvis, mudou a economia local e influenciou o turismo nos EUA.

Nos palcos, Spears provou que é relevante em qualquer parte do mundo, mesmo 20 anos após se lançar no mercado e com um show apresentado desde 2013: lotou estádios na Ásia em 2017, esgotou shows na Europa e deu um giro rápido, mas lucrativo, com a Piece Of Me nos EUA em 2018. Foram 368 shows em 10 anos e os únicos cancelados foram por um machucado no pé (2015) e por uma apresentação em Vegas que dava choque com a performance do VMA 2016.

Na música, “Work Bitch” se tornou um hino marxista e foi internado por sustentar o “Britney Jean” nas costas. Por outro lado, em 2016, o Glory nos deu um dos clipes mais legais do novo testamento, “Slumber Party”. “É talvez um dos álbuns mais interessantes dos meus trabalhos recentes por ser tão diferente”, disse Britney no lançamento do que completaria a santíssima trindade (In The Zone, Blackout e Glory). Tivemos quatro coletâneas, uma da discografia (The Singles Collection) e outras três da gravadora (The Essential, Playlist e The Best of Britney) e foram elas as responsáveis por abrir os trabalhos da década, a qual contou ainda com um B in the Mix 2. Femme Fatale foi o primeiro álbum e trouxe o topo da Billboard para a fada. Quem lembra de quando vazou “Hold it Against Me”?

Nessa década, vazamentos não poderiam faltar e marcam os últimos anos com clipes inéditos, músicas antigas, covers, remixes. Até versão studio oficial feita por produtor falecido da M+M vazou, assim como cover de Britney para Whitney gravado antes da fama.

O clipe original de “Make Me” rendeu o post mais lido do nosso site e uma ameaça de processo pela empresa que cuida da imagem da Britney (começa com M!). Porém, ainda assim, achamos que eles mesmos vazaram o vídeo.

Falando em ameaça, nada talvez tenha marcado tanto a década quanto o “Free Britney”. O movimento foi iniciado por um podcast independente, o Britney’s Gram, feito por uma ex jornalista do Intercept, o mesmo do vaza jato. Fãs do mundo inteiro acordaram para o fato de que talvez Britney estivesse sendo abusada profissionalmente quando a segunda residência da cantora foi anunciada num ritmo frenético de trabalho, enquanto Spears ainda vive recebendo mesada e interditada. Mas esse assunto fica para outra parte da nossa retrospectiva, pois merece textão.

Terminamos com um hiato indefinido, o maior dos 20 anos de carreira recém completados, mas com a esperança de liberdade. Precisamos, às vezes, andar duas casas para trás antes de irmos uma para frente. Neste mês de dezembro, o Blackout foi considerado um dos mais importantes discos da década, mesmo sendo de 2007. Nada melhor que terminar o ciclo com um grito de independência e aclamação da crítica especializada. It’s Britney!

Continua…