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“In The Zone” faz 15 anos: Billboard elenca e comenta as melhores músicas do álbum

  • 13 de novembro de 2018

Para comemorar os 15 anos do lançamento do álbum In The Zone, a Billboard preparou um ranking das melhores músicas do CD. Confira a matéria completa traduzida, com todos os argumentos da revista para a escolha da classificação (desconsiderando faixas bônus):

Britney Spears performando “Me Against The Music” no AMA de 2003, em 16 de novembro

No álbum “Britney” de 2001 , Britney Spears cantou sobre os desafios de crescer – ela não era uma menina, nem ainda uma mulher. Mas em 2003, com o “In The Zone”, ela tinha claramente chegado como uma mulher.

Esse álbum – lançado há 15 anos, em 12 de novembro – marcou a entrada da cantora, tanto como artista (Spears assumiu mais responsabilidades de composição do que nunca) quanto como mulher (o conteúdo erótico do LP fez I’m a Slave 4 U parecer relativamente puro). Da capa do álbum azul-gelo à sua produção arrepiante, o “In The Zone” sinalizou uma direção mais madura para Britney Spears enquanto ela explorava a música eletrônica e o hip-hop como nunca antes. E as letras do disco – que fez referência a seu rompimento com Justin Timberlake e afastou seus críticos na mídia – celebrou novos níveis de independência e franqueza para a cantora.

O talento artístico de Spears foi recompensado pelo público: “In the Zone” estreou no topo da Billboard 200, ganhou dupla platina e apresentou alguns dos singles mais icônicos de sua carreira.

Britney gravando o In The Zone em 2003

Para celebrar o álbum e o ponto de virada que proporcionou para a carreira de Spears, a Billboard classificou todas as músicas na edição padrão do álbum, do último ao primeiro ligar.

12. “Shadow”

A primeira das duas músicas lentas do álbum, “Shadow” é a versão de Spears de uma balada de poder dos anos 80. Mas até mesmo seus vocais suaves e emotivos não são suficientes para sair da sombra de “Everytime”.

11. “Brave New Girl”

“Brave New Girl” poderia muito bem ter sido uma declaração de missão para a era “In the Zone”: Aqui, Spears canta sobre deixar de lado todas as restrições que a impediram e sobre fazer as coisas em seus próprios termos. Ainda assim, o uso excessivo do Auto-Tune e efeitos vocais faz “Brave New Girl” mais brega do que cativante.

10. “Outrageous”

Vamos encarar: “Outrageous” é uma faixa amaldiçoada. Desde a controvertida parceria com R. Kelly até a filmagem do videoclipe em que Spears machucou o joelho (o que levou ao cancelamento da The Onyx Hotel Tour), a música é essencialmente o momento em que a carreira da cantora mudou. Mas há um lado positivo: “B-girl não perdeu o ritmo / Saltou sobre o drama e caiu de pé” é um bom mantra para a carreira de Spears como qualquer outra.

9. “Showdown”

A dupla de produtores sueca Bloodshy & Avant são os mestres por trás deste hino nada sutil num quarto, que mostra Spears instruindo seu amante a desfazer seu zíper e comparando sua diversão só para adultos a um evento esportivo de arena. Mas quando se trata de sensualidade geral, “Showdown” não cresce para a ocasião de faixas mais sedutoras do álbum.

8. “The Hook Up”

Spears já experimentou reggae e dancehall no passado (veja: “Soda Pop”, um reggae-funk do …Baby One More Time), mas em “The Hook Up”, ela soa como se tivesse tropeçado no porão suado onde Sean Paul filmou seu vídeo “Get Busy”. As letras de instruções de dança e o baixo contundente criam uma vibração sedutora, embora o leve e ocasional dialeto em seu pronunciamento vocal não tenha envelhecido bem.

7. “(I Got That) Boom Boom” feat. Ying Yang Twins

“SHAWTYYY! NÓS FINALMENTE VAMOS PARA A BOATE E FICAREMOS CHAPADOS COM A BRITNEY … HAANNN! ” ainda continua sendo uma das melhores introduções musicais do novo milênio. “Boom Boom” viu Spears abraçar seu lado realmente legal e urbano que ela carrega das suas raízes do sul. Em seguida, jogue um verso desobediente do Ying Yang Twins, dupla de Atlanta, e você terá uma música tema para as boates – e uma das mais imprevisíveis colaborações pop-rap da época.

6. “Me Against The Music” feat. Madonna

Comparado com outros singles de seus álbuns anteriores, “Me Against The Music” não é tão icônico. Mas oferece um sabor sólido do novo lado experimental de Spears – dos riffs de guitarra ao seu canto rápido, é esquisito. E, claro, a inclusão de Madonna serviu como o último momento de “passar a tocha pop” que muitos fãs estavam esperando.

5. “Toxic”

Um dos singles assinatura de Spears, “Toxic” chega no meio do “In The Zone” como um raio direto do espaço, graças a essas cordas de Bollywood (cortesia de Bloodshy & Avant) que poderiam facilmente entrar na trilha de um filme de terror. Enquanto as outras faixas do álbum são trilhas sonoras do que acontece depois de uma festa, “Toxic” leva você diretamente para a pista de dança com sua linha de baixo frenética, que dez vez em quando sai do tom (para acertar nossas audições). E o mundo estava ansioso para ficar com ela: o single rendeu a sua primeira e única vitória (até agora) no Grammy de “Melhor Gravação Dance” e alcançou o 9º lugar na Billboard Hot 100.

4. “Early Mornin”

Quem sabia que Moby poderia ser tão ousado? Ele co-escreveu e co-produziu essa delícia pós-festa, na qual Spears detalha algumas supostas ficadas (“só para transar”) com um cara com “cabelo escuro”, mas ele não está só: há outro cara chamado Joe. E é um destaque no “In the Zone”, graças ao compromisso de Spears em capturar a vibe – a cantora literalmente boceja, sussurra e ri ao longo da faixa enquanto ela reconta suas noites, fazendo com que pareça um autêntico snapshot de sua vida na época.

3. “Everytime”

Enquanto Timberlake foi a rota da terra queimada no single de 2002 “Cry Me A River”, a suposta resposta de Spears, “Everytime”, optou por algo mais sutil  – mesmo que totalmente desolador. Seus vocais são tão suaves e frágeis, parece que ela acabou de enxugar as lágrimas antes de entrar na cabine de gravação. E a mensagem lírica da canção se torna ainda mais assombrosa quando você assiste ao vídeo dirigido por David LaChapelle para a faixa, que parece retratar a morte e a reencarnação de Spears após uma lesão na cabeça induzida por um paparazzi.

2. “Touch of My Hand”

“Touch of My Hand” foi a primeira música que Spears gravou para o “In The Zone”, e isso claramente moldou a sensualidade desenfreada do álbum. Aqui, ela participa de uma tradição de hinos de amor-próprio sem remorso – “Eu me amo e isso não é um pecado / não posso controlar o que está acontecendo”, ela sussurra logo antes do refrão – e esse trecho merece ser tão clássico na categoria quanto “I Touch Myself” de Divinyls. É também uma música que Spears claramente adora: apesar de não ser uma faixa muito conhecida, ela regularmente inclui nas setlists de turnês e residências.

1. “Breathe on Me”

Tomando algumas notas cheias de paixão do Bedtime Stories de Madonna, Spears oferece uma das músicas mais provocantes do seu catálogo com a inspirada pelo trip hop “Breathe on Me”. Com uma batida baixa, a faixa encontra Spears brincando com o ouvinte por meio de sussurros e referências a clímax – uma abordagem menos explícita do que “Showdown”, com certeza, mas que é ainda mais intensa.  É preciso uma superestrela do calibre de Spears para fazer um anúncio de monogamia soar estranho.

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